ANMP promove reuniões no terreno para ouvir os municípios

23-01-2026

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) anunciou um ciclo de reuniões descentralizadas para reforçar a proximidade com os municípios e ouvir, no terreno, as diferentes realidades territoriais. O roteiro abrange todas as NUTS II do continente e inclui também Madeira e Açores.

Segundo a informação divulgada, o modelo de trabalho será replicado em todas as regiões: de manhã reúne o Conselho Diretivo da ANMP e à tarde realiza-se um encontro alargado com os municípios da respetiva NUTS, criando um momento de escuta e partilha direta.

Calendário anunciado

  • 18 de fevereiro — Cascais (Oeste, Médio Tejo, Lezíria do Tejo, Grande Lisboa e Península de Setúbal)
  • 19 de fevereiro — Funchal (Região Autónoma da Madeira)
  • 4 de março — Coimbra (Aveiro, Coimbra, Leiria, Viseu e Dão Lafões, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela)
  • 18 de março — Vila Real de Santo António (Algarve)
  • 19 de março — Évora (Alentejo Litoral, Baixo Alentejo, Alto Alentejo e Alentejo Central)
  • 15 de abril — Gondomar (Alto Minho, Cávado, Ave, AMP, Alto Tâmega e Barroso, Tâmega e Sousa, Douro e Terras de Trás-os-Montes)
  • 16 de abril — Ponta Delgada (Região Autónoma dos Açores)

A iniciativa foi anunciada pelo vice-presidente da ANMP, Amadeu Albergaria, no final de uma reunião do Conselho Diretivo em Coimbra.

Leitura da GestPub

Para as autarquias, este tipo de agenda pode ter valor se for usado para clarificar prioridades e remover bloqueios de execução. Em concreto, as reuniões podem ser uma oportunidade para:

  • Levar problemas bem descritos (o que acontece, onde acontece, qual o impacto).
  • Distinguir o tema do sintoma: nem tudo é "falta de recursos"; muitas vezes há questões de processo, articulação ou decisão.
  • Chegar com propostas objetivas (mesmo que parciais), para facilitar a síntese e o seguimento.

Checklist de preparação (operacional)

  1. 3 assuntos prioritários (máximo) que estejam a travar a resposta municipal.
  2. 2 exemplos concretos (casos reais) para ilustrar cada assunto.
  3. O que é preciso para destravar: decisão, norma, articulação, capacitação ou simplificação de processo.
  4. O que deve acontecer depois: pedido de devolução/síntese e mecanismo de acompanhamento.

Nota: a notícia não indica como será feita a devolução/síntese do processo; isso será algo a acompanhar "a confirmar" nos canais oficiais da ANMP.

Fonte: Diário do Distrito (SAPO), de 21/01/2026: "Associação de Municípios sai do gabinete e vai ouvir os municípios no terreno".