
PRR, construção e capacidade de execução: o que está em jogo para os territórios
A previsão de +4,4% para o setor da construção em 2026 está
a ser avançada e associada ao peso do PRR e, em particular, à engenharia civil
(Jornal de Negócios).
E a indicação de que o 8.º pagamento do PRR é esperado em
fevereiro também foi avançada publicamente pela Estrutura de Missão Recuperar
Portugal.
Para as autarquias, isto muda o centro do problema.
O desafio já não é apenas aceder ao financiamento.
É executar bem, a tempo e com impacto.
Na prática, isto significa:
• Pressão acrescida sobre equipas
técnicas e capacidade de resposta;
• Planeamento rigoroso da execução
física e financeira;
• Indicadores, controlo e reporte
para cumprir marcos e metas;
• Articulação eficaz com empreiteiros
e parceiros (e decisões no timing certo).
E há uma realidade que o PRR expõe sem filtros: a execução falha, muitas vezes, não por falta de dinheiro, mas por falta de capacidade instalada.
É por isso que, internamente, estes três eixos fazem toda a diferença:
- Pessoas: Capacitação, papéis claros, liderança operacional
e foco no essencial.
- Processos: Fluxos simples, responsabilidades bem
definidas, decisões sem "voltas" e prazos realistas.
- Desempenho: Rotinas de acompanhamento, indicadores úteis
(não decorativos), correção rápida de desvios.
O PRR continua a ser uma oportunidade estruturante para o desenvolvimento local, mas só produz resultados quando há organização interna, método e capacidade de resposta.
É precisamente neste triângulo — Pessoas, Processos e Desempenho — que trabalhamos no âmbito do GP Otimiza, para reforçar capacidade de execução e modernização administrativa no terreno.
